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Inteligência Artificial 17.11.2025

IA e reputação: dez atitudes que marcam

Por: Renata Saraiva

 

Recentemente um amigo fundador de start up compartilhou, feliz da vida, a resposta da IA generativa ao prompt sobre sua empresa. A precisão e clareza eram realmente impressionantes, sinal de que os inputs dele foram muito eficientes.

Sinal também de que não é necessário um grande volume de dados – a empresa disponibilizara apenas o website e o perfil no LinkedIn – para que as redes neurais artificiais produzam um conteúdo capaz de contribuir para a construção da percepção sobre determinada organização.

Para quem trabalha com comunicação e reputação de marca esse é um fato relevante. Coloca em evidência ainda maior do que sempre se acreditou a importância da definição clara e precisa do propósito, posicionamento e principais mensagens de uma marca desde o seu nascimento.

Nesse sentido, mais que ser um conjunto de ferramentas para automatizar tarefas repetitivas ou analisar grandes volumes de dados, a IA generativa tem um papel tão transformador na gestão da imagem corporativa quanto a própria revolução digital teve nas últimas décadas.

Dois tipos de atitudes se fazem imprescindíveis para as marcas nesse cenário. De um lado atitudes filosóficas, como a manutenção da coerência com o propósito em todas as ações e pontos de contato com os stakeholders. De outro, ações práticas que ajudam a navegar no amplo mar de oportunidades e riscos que é o do mundo cada vez mais adepto ao uso da IA generativa.

Na prática, se você quer fazer a gestão de reputação de sua marca nesse cenário, vale ter o apoio de seu time ou agência de comunicação e relações públicas para trilhar os seguintes passos:

  1. Defina com clareza e precisão o propósito, o posicionamento e as principais mensagens da marca;
  2. Estabeleça territórios de conteúdo pertinentes ao propósito;
  3. Produza conteúdos relevantes para seu público sem deixar de transmitir as mensagens-chave e invista em uma presença digital positiva baseada não apenas em quantidade, mas em qualidade, de forma a alimentar a favor da marca os mecanismos de IA generativa;
  4. Invista em um plano de PR para aumentar a visibilidade e autoridade da marca junto a veículos jornalísticos de prestígio (big techs vêm licenciando conteúdo de veículos de alta respeitabilidade para treinar seus modelos de IA generativa);
  5. Procure engajar ou fazer parcerias com influenciadores digitais de credibilidade e alcance – ou, se seu produto/marca for de nicho, monte um squad de microinfluenciadores especializados;
  6. Adote ferramental capaz de monitorar o que se fala da marca em todas as mídias, inclusive nas redes sociais; e solicite ao time ou agência análises e planos de contingência quando necessário;
  7. Estabeleça protocolos de respostas e feedback para interação com os usuários nas redes;
  8. Desenvolva um plano detalhado de ações para crises de imagem; realize treinamentos periódicos e simulações de cenários;
  9. SEO: otimize palavras-chave e monitore a performance nos resultados de busca;
  10. Mantenha a coerência e autenticidade em todos os pontos de contato e etapas da comunicação.

Se esses passos parecem numerosos, imagine o risco de não trilhá-los numa era em que reputação pode se destruir não em cinco minutos, como disse Warren Buffet, mas no ínfimo tempo de um clique.

Sobre o autor:

Fundadora e CEO da Truly Comunicação, tem 30 anos de experiência em Comunicação Estratégica, Marketing e Jornalismo. Iniciou sua carreira em O Estado de S. Paulo e foi da equipe fundadora do Valor Econômico. Migrou para a indústria de Comunicação e Marketing em 2003, acumulando experiências como diretora de grupo na The Jeffrey Group no Brasil, diretora geral da Ogilvy PR Brasil e diretora executiva da TV1 Brand PR.

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